OH QUE VIDA TÃO SADIA



OH QUE VIDA TÃO SADIA

Raul nunes

 Moro no caminho velho
do silvado luzidio
 de manha ouço o conselho
do sapo cheio de frio
passa por mim logo cedo
o sol rompe lá na aurora
vai desvendando o segredo
do calor que ainda demora
ele diz que não aguenta
este frio de rachar
nesta manhã barulhenta
dos pássaros a chilrear
e logo vem a abelhinha
tão pomposa e a zunir
poisa na linda rosinha
que ainda não foi dormir
o rato foge na esquina
com o gato logo á espreita
e passa pela formiguinha
tão pequena e tão bem feita
e eu vivo nesta alegria
comigo e com a natureza
oh que vida tão sadia
sou eu e a natureza

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