ARDE DESAJEITADA

ARDE DESAJEITADA

Raul Nunes

Sou prisioneiro
da palavra
essa, que me tolhe
a alma
arde desajeitada
com burburinho
sem calma
pudera eu sentir
a brisa
o encanto, desencanto
ser poeta e poetisa
e lavar-me
no meu pranto
atinge-me esse calor
da cabeça até aos pés
serei sempre um sofredor
amando de lés a lés




Comentários

Mensagens populares deste blogue

PENSANDO BEM

A PERSISTÊNCIA E A FÉ