NO CARREIRO

Olhei o sol, pela manhã, ele estava ali, resplandecente, luminoso, forte e de soslaio olhando-me, como que a dizer, sê forte e justo, pois a vida são os silêncios da natureza e o amor. RN




A terra lavrada, solta e submissa e na sua virgindade, espera a semente, que gerará o fruto. RN




Nada se equivale á natureza, tudo gera tudo, sem norma, apenas impera a justeza das coisas, sem a intervenção do homem. RN




No carreiro, as ervas sombreavam a parede e as pedras soltas, embrenhavam-se nela, dormindo no seu aconchego. RN




Luzidia, cristalina e despreocupada, a nascente, soltava os seus soluços, aromatizados de frescura e irreverência. RN






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