O GRILO QUE PULAVA
O GRILO QUE PULAVA
Raul Nunes
Ouvi falar o ceu em noite aberta
tão escuro como breu em parte incerta
moviam-se as sombras desajeitadas
e ouviam-se os burburinhos nas coutadas
o grilo que pulava ia cantando
para enervar de perto a noite escura
as águas do riacho salpicando
a erva tão seca já madura
e eu em cada passo tropeçava
pois não consegui ver o tal caminho
por isso demorei tanto a chegada
a vida sem lumieira é desalinho
Raul Nunes
Ouvi falar o ceu em noite aberta
tão escuro como breu em parte incerta
moviam-se as sombras desajeitadas
e ouviam-se os burburinhos nas coutadas
o grilo que pulava ia cantando
para enervar de perto a noite escura
as águas do riacho salpicando
a erva tão seca já madura
e eu em cada passo tropeçava
pois não consegui ver o tal caminho
por isso demorei tanto a chegada
a vida sem lumieira é desalinho
Comentários
Enviar um comentário