LEMBRO-ME TODOS OS DIAS...
LEMBRO-ME TODOS OS DIAS...
Hoje, lembro-me, mas é sempre assim, lembro-me todos os dias, a todas as horas, fico perdido no tempo, mas nunca perdi a memória e a tua imagem, o teu sorrir, os teus conselhos, os teus raspanetes, por causa do cigarro, não gostavas do cheiro, incomodava-te, mas também dos encorajamentos, como tu dizias" não te chateis, onde perdeste o chapéu, vai lá encontrá-lo, nada de desmoralizar, pra frente é que é o caminho".
Lembro-me das noites, sentados nas escadas da tua casa, onde falamos de muita coisa e no entretanto, iamos á cozinha petiscar e voltavamos, madrugada fora e ás vezes o dia clareava e a conversa, sempre interessante, não tinha fim.
Falavamos de tudo, tu como mais velho e eu como mais novo, era obra, as coisas que nós falavamos e depois de dormirmos poucas horas, voltavamos á conversa, havia sempre em que conversar, coisas de bons amigos, pois que nós alem de irmãos, eramos amigos do coração, onde a liberdade, o respeito se entrelaçavam, era um bom entendimento, ás vezes bastava um olhar, a cumplicidade e o bom senso sempre imperava.
Até que de repente, aquela tosse, aquele cansaço e os relatórios, os exames médicos e essa maldita doença, revoltei-me contra tudo e contra todos, hoje ainda a sinto, essa revolta, porque eu não merecia que tu me abandonasses, pensavas que as conversas iam acabar, pois estás enganado, eu converso sempre contigo, meu velho, estejas onde estiveres, sabes tu viste-me nascer, pegaste-me ao colo, foste irmão, amigo cumplice e graças a ti sou hoje aquilo que sou.
Mas como te disse, estou triste e ao mesmo tempo revoltado, porque afinal, tu foste embora, há muito tempo e deixaste-me a falar sozinho.
Hoje, lembro-me, mas é sempre assim, lembro-me todos os dias, a todas as horas, fico perdido no tempo, mas nunca perdi a memória e a tua imagem, o teu sorrir, os teus conselhos, os teus raspanetes, por causa do cigarro, não gostavas do cheiro, incomodava-te, mas também dos encorajamentos, como tu dizias" não te chateis, onde perdeste o chapéu, vai lá encontrá-lo, nada de desmoralizar, pra frente é que é o caminho".
Lembro-me das noites, sentados nas escadas da tua casa, onde falamos de muita coisa e no entretanto, iamos á cozinha petiscar e voltavamos, madrugada fora e ás vezes o dia clareava e a conversa, sempre interessante, não tinha fim.
Falavamos de tudo, tu como mais velho e eu como mais novo, era obra, as coisas que nós falavamos e depois de dormirmos poucas horas, voltavamos á conversa, havia sempre em que conversar, coisas de bons amigos, pois que nós alem de irmãos, eramos amigos do coração, onde a liberdade, o respeito se entrelaçavam, era um bom entendimento, ás vezes bastava um olhar, a cumplicidade e o bom senso sempre imperava.
Até que de repente, aquela tosse, aquele cansaço e os relatórios, os exames médicos e essa maldita doença, revoltei-me contra tudo e contra todos, hoje ainda a sinto, essa revolta, porque eu não merecia que tu me abandonasses, pensavas que as conversas iam acabar, pois estás enganado, eu converso sempre contigo, meu velho, estejas onde estiveres, sabes tu viste-me nascer, pegaste-me ao colo, foste irmão, amigo cumplice e graças a ti sou hoje aquilo que sou.
Mas como te disse, estou triste e ao mesmo tempo revoltado, porque afinal, tu foste embora, há muito tempo e deixaste-me a falar sozinho.
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