A CHUVA


A CHUVA

Raul Nunes

Sempre que anoitece
a luz morre nas vidraças
e a lua desaparece
vem o ceu com ameaças
o breu da noite pregado
as nuvens enferrujadas
o tempo todo invernado
adivinham-se chuvadas
e sem ninguém esperar
a chuva torna-se forte
houve-se o seu bategar
consigo traz vento norte
riem os campos contentes
da seca que os atormenta
tem os rostos diferentes
com brilho que os contenta


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