FIM DE NOITE
FIM DE
NOITE
Raul Nunes
E assim
termino a noite
desembainho
a caneta encarcerada
rasgo as
minhas rimas e poemas
estes
versos inúteis sem valor
desfaço o
papel em pedacinhos
as minhas
mãos estremecem
raiva fúria
desilusão
as ideias
fogem-me apressadas
neste nada
de coisas esquisitas
onde o eu
se submete ao menos eu
na verdade
dum poema morto
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