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O Casamento das velhas

O Casamento das velhas         Por altura do Carnaval era costume fazer o casamento das velhas. Os jovens da aldeia dividiam-se em dois grupos que se colocavam em dois pontos altos afastados um do outro. Recorrendo a funis de metal, usados para encher as pipas de vinho, usavam-nos como megafone para gritar bem alto o nome das raparigas e de lhes escolher um par. -“ Ó compadre, apareceu-me agora aqui um petisco” - E que tal será ele compadre - Estás desde já convidado compadre - retrastas tu ou retrato eu compadre - bem se não for fazer abuso, retrata tu que é a tua vez compadre - Então cá vai compadre - Ficará, ficará, a Maria Caçoila, conheces, ó compadre? - Bem conheço essa bela criaturaaa. - Com o zé da horta, conheces ó compadre? - Bem conhece essa bela criatura - Então compadre que  achas desse casamento compadre? - um par perfeiro compadre e por mim estão casados e bem casados - Então diz daí o dote que se lhe há-de da...

COM A CHUVA EU SUPLICO

COM A CHUVA EU SUPLICO Raul nunes Brilha lá no horizonte deixando o seu perfume reluz a água na fonte seus raios parecem lume nasce pela manhazinha á lua disse-lhe adeus porque a noite já está finda dos sonhos que foram meus sonhei de forma acordada na noite foi só cansaço ansiava a madrugada para te dar este abraço tenho o sol meu protector por ele tenho gratidão quando sinto o seu calor tudo em mim é satisfação sou rijo como o granito nunca me senti gente mole com a chuva eu suplico para que venha um lindo sol

POR ISSO VAMOS AMAR

POR ISSO VAMOS AMAR Raul nunes E com esse olhar sombrio neste tempo galopante sem amor nem qualquer brio de te tornares boa amante ser amante é ter amor que pega sem qualquer estaca e nele ver o esplendor do fogo ardente em fogaça o amor é uma constante pois ele comanda a vida quem não o tem é errante é sempre causa perdida por isso vamos amar no sonho e em qualquer dia juntinhos e a namorar cultivando essa magia

O AMOR EM QUADRA SOLTA

O AMOR EM QUADRA SOLTA Raul nunes não quero juras de amor juras que não são sentidas pois elas só trazem dor juradas com as mentiras quero amor em quadra solta amando com liberdade porque amar é coisa louca loucura da felicidade quem ama sempre apregoa com sentido e com paixão pois ama e nunca magoa e faz sorrir o coração no amor não há mistério as coisas são naturais e mesmo num caso sério é do comum dos mortais o amor traz alegria com ele tudo acontece tão simples como a magia quando é puro permanece

QUANDO ESTÁ CALORENTO

QUANDO ESTÁ CALORENTO Raul nunes a tua pele me seduz com a sede de ternura teus olhos são minha luz o teu rosto é formusura teus lábios são relampejos de cor rubra de paixão são doces esses teus beijos que me chegam ao coração as tuas mamas altivas que palpitam no teu peito são assim as das divas lindas de qualquer jeito o teu corpo é monumento curvilíneo é uma delicia e quando está calorento é uma autentica delicia é o colosso de mulher a linda moira encanta és tal qual o homem quer és simples e apaixonada

VIVER ASSIM NÃO TEM RISCOS

VIVER ASSIM NÃO TEM RISCOS Raul nunes De alma irrequieta na manhã assolarada vai sorrindo o poeta com o canto da passarada revê o tempo de outrora chilreando em cada canto e no despertar da aurora há alegria e não pranto há melodias aos molhos cada um com o seu tom faz arregalar os olhos e prevê um dia bom dia de sol e calor sem trapos a mais vestidos o campo com muita flor são lindos assim coloridos sempre com a vista afiada o poeta vai olhando e com a mão apressada na caneta vai pegando escreve a olhos vistos e o que a alma lhe diz viver assim não tem riscos com paz e muito feliz

OS ERROS FORAM DEMAIS

OS ERROS FORAM DEMAIS Raul nunes No teu olhar perturbado os teus olhos são punhais tão tristes e amargurados os erros foram demais mas o erro é submerso quando o amor prevalece mas se for amor perverso o erro nunca se esquece ao erro damos perdão quando é numa loucura mas se for de ingratidão o erro nunca se cura pois errar é coisa séria se fôr um erro somente mais que um traz a miséria ao coração que o sente pedir desculpa talvez do erro que foi cometido e nunca errar outra vez no erro que foi sentido