DOEU

DOEU
Por raul nunes

A minha alma mergulha no silêncio
Amargurada pelo destino e desespero
Olho o ceu e vejo a sua negritude
E nesse negro revejo o meu sofrer
Quero sair deste sofrimento
Que me atormenta e me desfaz em pedaços
Mas nos recônditos do meu ser
Tudo é escuro e negro sem pingo de claridade
Ó tormentas bravas e desnorteantes
Arredem para eu puder olhar o dia
Quero sentir o cheiro e a maresia
Sentir o olhar das estrelas e o seu fulgor
Retirar dentro do peito enfraquecido
O pensamento de um homem sonhador
Apelo ao bom Senhor na manhã fria
Que a noite rejuvenesça lá no ceu
Mas o corpo dormente amiúde
Se transforme no amor que me doeu

 

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