A GENTE VÊ-SE POR AÍ
A GENTE VÊ-SE POR AÍ
Por raul nunes
O tempo, sempre esse maldito
espaço das nossas vidas, as correrias contra ele, e ele desalmadamente vai
passando, sem te ligar nenhuma evitando até que dês pela sua presença.
No entanto fica muita coisa,
entre as quais a memória, e a sujeição do pensamento a um tempo passado, á
meninice, aos tempos da escola primária e consequentemente, ao do liceu, tempos
duradoiros, mas irrecuperáveis derivado á maldição da irrecuperabilidade desse
tempo, sempre ele, o tempo.
Mas eu quero esse tempo, e
vou tê-lo certamente, quando rebobinar a minha memória, como nos filmes de
Hollywood, de cowboys, em que havia muita guerra, muitos tiros e o final era
sempre cheio de felicidade, em que o valente cavaleiro, casava com a menina da
caravana.
O tempo, esse maldito,
ilude-nos com os seus dias, uns melhores, outros piores, e passa um atrás do
outro, o rosto torna-se ruguento, os cabelos vão branqueando, a agilidade
vai-se perdendo e a memória, essa, vai-se deteriorando aos poucos, que antes
era de elefante, agora não passa da dum rato fugindo do gato, com medo de
cometer erros nas expressões de linguagem.
Por isso, devemos cultivar a
mente, para que o passado não se deixe ofuscar pelo presente, mas simplesmente
evoluir com as novas técnicas e os novos desafios que o futuro nos reserva,
cultivando-nos nunca apagaremos a memória, pois ela manter-se-á viva e
enérgica, e com uma eficácia acima da média.
Dando azo a estes
fundamentos, lembro-me de muitos camaradas, amigos e amigas, com a sua cara de
jovens adolescentes, por vezes com atitudes menos próprias, possivelmente que
hoje condenamos e repugnamos, mas que naquela altura eram as que achávamos
correctas, pois éramos jovens destemidos, astutos e com sangue na guelra e que
nada se nos ponha por diante, não havia tristeza, nem angustia de despedida,
apenas o “a gente vê-se por aí”
Hoje, decorrido que foi, esse maldito tempo, gostaria
de os rever, de conversar, de ver as mudanças na sua fisionomia, mas também de
sentir, que também eles guardam na sua memória a minha imagem de adolescente,
com rebeldia, mas acima de tudo com coragem e determinação e me dissessem olhos
nos olhos “a gente vê-se por aí”
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