O HOMEM DE ALMA
O HOMEM DE ALMA
raul nunes
Longínquo como o tempo, esse desajeitado, o homem que pensava
que os iluminados não tinham cabimento no seu historial, porque segundo ele um
homem puro, é um homem íntegro e sem preconceitos de qualquer espécie.
Um homem duro como o granito, engalfinhado na montanha, que
nunca descia do monte para ser presenteiro, nem interesseiro, apenas o fazia
com um único objectivo, salvaguardar os interesses da sua gente, do seu Povo,
para garantir, que esses facínoras iluminados não lhe roubassem o pão para
alimentarem a sua fome.
Avesso á mentira e á intrujice, apregoava morte aos
criminosos de tais façanhas, a mentira não tinha lugar no seu pensamento,
adorava a verdade e a sua benfeitoria, blasfejava com palavras de trovão a
morte desses energúmeros que destituíam a verdade a quem a proferia.
O seu corpo estremecia e quase latejava quando ouvia
proferir a mentira, odio de morte que sentia a quem as proferia, sempre pronto
para esquartejar tais galhofeiros de tais arbítrios e desmedidas promessas não
cumpridas.
Puro de coração aberto, cheio de frontalidade, valeu-lhe muitos
dissabores, cometidos contra ele por mero desagrado com as suas palavras,
palavras sérias, cheias de razão, mas mal interpretadas pela chorrilha de
malfeitores apologistas da mentira e do defraudar da verdade na sua plenitude.
Ouso prestar-lhe homenagem, homem de alma e coração quente,
cheio de bondade, de uma grandeza incomparável, que só os grandes homens a
atingem com a sua consciência limpa e sem qualquer defeito.
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