A DOR DO TEMPO QUE PASSOU
A DOR DO TEMPO QUE PASSOU
raul nunes
a porta ressequida pelo tempo
com a sua cor esbranquiçada
os dias chuvosos e o lamento
de quem já foi nova e mais ousada
mantem a postura e altivez
embeleza a alma com mistério
deixou de ligar á mesquinhez
criou um semblante mais a sério
rangem as dobradiças sem parar
lembrando diabruras do passado
mas os olhos continuam a brilhar
com o doce desse olhar apaixonado
embora o seu corpo deformado
das intempéries passadas ao relento
continua pelos homens a ser amado
revirando os olhos a cada movimento
a dor do tempo que passou
a vida bem boa que viveu
queria que voltasse e
não voltou
foi água que no rio já correu
mas mantem o seu cheiro a jasmim
sempre com olhar celestial
será sempre rosa no jardim
amar com muito amor é sempre igual
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