NOSTALGIA

NOSTALGIA
Raul nunes


já sinto a nostalgia
do tempo da vida airada
era tudo uma alegria
e a malta despreocupada
só se queria vinho verde
a outra parte eu não digo
quem tudo quer tudo perde
e ficará sem abrigo
era tudo um corridinho
o twist e o malhão
e tudo piava fininho
ao toque do garrafão
do tinto, branco ou jeropiga
convinha ser sempre cheio
mas se havia rapariga
essa estava em primeiro
e mantínhamos a fé
nas adegas e presunto
quando o chão não tinha pé
parecíamos mesmo defunto
a madrugada penosa
com fado e rebeldia
com a cebola raivosa
se via nascer o dia
    


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