DESTEMPO
DESTEMPO Raul Nunes Nesta noite eu me quedo no silêncio num emaranhado de coisas onde o pensar faz eco na minha alma tantos tempos tantas vontades labirintos encruzilhadas curvas e contracurvas duma estrada perdida onde o luar se afunda e as trevas escurecem a noite o tempo que em destempo fez transformar o mundo