DESTEMPO
DESTEMPO
Raul Nunes
Nesta noite
eu me quedo
no silêncio
num emaranhado
de coisas
onde o
pensar
faz eco na
minha alma
tantos
tempos tantas vontades
labirintos
encruzilhadas
curvas e
contracurvas
duma
estrada perdida
onde o luar
se afunda
e as trevas
escurecem a noite
o tempo que
em destempo
fez
transformar o mundo
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