DESTEMPO
DESTEMPO
Raul Nunes
Por ai além vou indo
nos trilhos acossados pelo tempo
herdades e moitas em destempo
e os lírios de tão brancos vão sorrindo
meu ombro é poiso de borboleta
branca seda tão macia
nos olhos traz a luz e fantasia
arremedando ás rimas do poeta
e o tempo que é tempo sem magia
debruça-se o achado em cada canto
e tristes de agonia no seu pranto
na rua de tão cheia está vazia
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