NOITE FRIA Por Raul NUnes Fugi pelo frio já de madrugada Com espírito vazio, na grande enxurrada Tão frio, tão frio, quase enregelado O tempo sombrio da noite acordado Vem o pensamento, sempre muito frio Com sofrimento, mas com muito brio Ó noite tão dura, de inverno que és Que de tão escura, me esfria os pés A roupa fraquinha, mesmo ao de leve Que és tão fininha, para tapar a neve Branca como a cal, cai do céu cinzento Mas que não faz mal, porque não há vento Neve tão branquinha, que encobre o chão Mas que coisa linda, pra minha visão Os campos são brancos, tapados que estão Longe vão os prantos, bons tempos virão Insisto em andar, mais devagarinho A neve do ar, ela vai caindo O luar de Agosto, que tanto faz falta Dará outro gosto, para alegrar a malta Dias vêm maiores, noites mais pequenas Não serão piores, serão mais amenas O calor regressa, com toda a certeza Hábito que tropeça, na mão natureza O calor e frio, ambos são precisos Qualquer um tem brio, e bem de...