Ó CHUVA MIUDINHA
Ó CHUVA MIUDINHA
Ó chuva miudinha que te criva o rosto
Pranto na face adormecida pela tormenta
Ombreia a água com fogo posto
Que á noite escurece e se lamenta
O luar todo enjeitado
Que espairece entre as nuvens carregadas
O rosto que de humido é secado
E ferido de tantas latagadas
Já seco e sorridente
Brota dos lábios vermelhos um sorriso
Sentindo ainda este dormente
Descansa na almofada que é preciso
Repousa na noite adormecendo
O corpo que se encontrava fatigado
Quando a alvorada se for conhecendo
Se encontre de novo preparado
Mais um dia de vida se aproxima
Com a leveza do descanso afortunado
Tarefa ardua que se avizinha
Que com a noite será aconchegado
O repouso do heroi sem precedentes
Que do trabalho faz sua mestria
A força que faz ao cerrar os dentes
Abominando teimosamente a cobardia.
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