MAIS UM ENXERTO - DO DEBOCHE DE RICARDINA

Zé Pinto nem queria acreditar, no que lhe estava a acontecer, seria impressão sua ou Dulcineide queria fazer sexo ali mesmo. E então como quem não quer a coisa respondeu:
-Não menina, mas sabe que sou um homem casado, vou ser pai em breve e ainda por cima o seu pai depositou em mim toda a confiança e eu não queria trai-lo.
Dulcineide sentou-se novamente, sem se preocupar em esconder o que quer que fosse e com desdém atirou:
-Você não acha que essas razões não têm nada a ver com a gente, olhe para mim, não vê que estou deveras excitada e que você me põe nesse estado todos os dias e a todas as horas, olhe a minha patareca, como ela está realmente molhada. - e passando as mãos por cima das suas cuecas, dando a entender a sua excitação.
Zé pinto mudou de cor, estava amarelecido, lutava contra o seu querer, e este era possuir aquela mulher, ali mesmo em cima do sofá, das várias formas e feitios que ela quisesse, era quase uma luta inglória que travava consigo mesmo e ainda mais contra o seu pénis que se mantinha hirto e pronto a enterrar-se naquela vagina, que pela aparência das cuecas deveria estar como um rio completamente alagada.
Zé Pinto lutava com o seu cérebro, pois o pensamento da mioleira, não era o mesmo da segunda cabeça, essa desejava Dulcineide com todas as suas forças, mas ele tinha as suas responsabilidades laborais e ainda as suas responsabilidades familiares.
Mas tinha que decidir e naquela hora, naquele momento, tinha que acelerar o seu pensamento, o dilema teria que ser resolvido ali e agora, com uma decisão lógica e saudável para todos os intervenientes. A guerra que travava consigo mesmo era de uma força tão grande, tão grande que fazia lembrar uma turbulência do mar em tempestade, cujo timoneiro não têm controle,  deixando o barco á deriva, era assim a cabeça do Zé Pinto, grande confusão. Doia-lhe a cabeça de tanto pensar, afundou-se na cadeira, ofegante e o suor corria-lhe pela face.
 Zé Pinto estava ao sabor do vento, Dulcineide apercebeu-se que o seu interlocutor se encontrava sem rumo, levantou-se e jogou o seu corpo para cima, procurou os seus lábios e beijou-os com sofreguidão, amachucou as mamas contra o peito dele, massajou-lhe por várias vezes o pénis com a mão esquerda e sentiu-o na sua pujança.
Zé Pinto estremecia, mas de repente afastou Dulcineide com ambas as mãos e levantou-se de um salto e afirmou:
-Boa noite menina, quando sair feche a porta, e saindo fechando a porta atrás de si, deixando um reboliço de papeis em cima da secretária e em passos largos dirigiu-se para casa.

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