A REALIDADE, O SONHO E A HIPROCRISIA

A REALIDADE, O SONHO E A HIPOCRISIA

 Através do sonho e da fantasia é possível o reencontro do homem com a atmosfera mítica das imagens arcaicas, herança comportamental que por sua vez entrelaça com a humanidade como um todo.
Surge assim o homem como um herói e a estrutura da sua consciência, como se fosse na realidade o desenvolvimento do seu ego, tomando-se como o homem eficaz, autoritário, vangloriando-se por factos fúteis, sem qualquer conteúdo, fazendo querer a si próprio que encarna o verdadeiro homem, da ciência e da cultura.
Altivez constante, irresponsabilidade permanente, tentativa frustrada de submeter os outros aos seus devaneios e caprichos desnorteados de qualquer simbologia cientifica.
È a utopia constante do seu ser, enquanto ser, deslumbramento altruista, retratando-se de factos irrisórios, sem qualidade e de eficácia zero, puramente inadaptáveis aos problemas dos outros concidadãos, que lhe deram significado, no dia em que foram chamados, para intervir por ele, em pleno acto eleitoralista.
Passando a fase, alegria no burgo, representante do Povo, deram-lhe enfim credibilidade, coisa que ele, homem do mito, não merecia por todas razões e mais algumas, mas aconteceu.
Memória curta, esquecimento constante, das pessoas e dos seus problemas, que ele no seu sonho empirista haveria deglutinar que haveria de cumprir.
Maior mentira, sempre á margem dos problemas dos outros, as causas e consequências deles, não seriam relevantes, pois que o que interessava já estava feito e refeito, o que queria já ninguém lho poderia tirar, o objectivo a que se havia proposto já havia sido alcançado, o resto não interessava nada.
Demagogia atrás de demagogia, iria resfriar os ânimos, com palavras doces e mansas, o fim principal é orientar a sua vida, ganhar apreço pela comandita descomandada.
Hoje faz parte da comissão, amanhã faz parte de uma tertúlia de vinhos e azeites, depois de amanhã refugia-se no pedestal dos labregos, que geram barafunda, tornando enraizado o sentido valorativo desproporcional ao que lhe foi pedido com respeito e honestidade pela gente do Povo e ele na sua magia fútil conseguiu iludir a quem com seriedade o elegeu para deputado desta Nação.
A tão propalada bravura e coragem desfaleceu, tornando-se no vazio constante da germinação do querer desenfreado e sem quaisquer escrúpulos, para atingir os fins.
A baixeza de carácter não o faz tremer, mas virá um dia, que lhe ordenará para ele se deitar e ser sacrificado pelo Povo que o elegeu, deixando-o nas ruas da amargura, não sendo esse facto o crédito por si tomado aquando mentiu ao Povo e com a sua hipocrisia lhe fez querer que o seu sonho era a continuação da sua realidade mítica, que viria a ser descoberta por aquelas gentes com o sua amargura do engano que haviam sofrido.

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