A MINHA GENTE

È a voz que se levanta
Do meu Povo revoltado
Pois já não há qualquer anta
Do que foi o seu passado

Marcos, medidas e pesos
Alguns deles bem pesados
Estamos é todos “tesos”
E sempre encurralados

Á anta dá-se valor
Que representa o passado
Acorda povo com dor
Do barco desgovernado

Na mentira e na ofensa
Que projecto populista
Burro de meia mantensa
Este governo papista

Não aceites a miséria
Com dotes de ilusão
A vida é coisa séria
Querem-te tirar o pão

Ó povo adormecido
É a hora da alvorada
Pois com este compradrio
Arranjam-te nova albarda

Esta já está bem pesada
Para tu a carregares
A tua voz apagada
De tanto acreditares

Na mentira são peritos
Na ousadia e tristeza
Tornando-te de aflitos
Com subtil leveza

O Sol está a despontar
Na manhã pela aurora
Se não pensas acordar
É o teu coração que chora

Gente com mente bem pura
Que deve ter bem presente
Haverá de ter bravura
Para parar esta gente

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