AMOR QUE É AMOR NÃO QUER VAIDADES

AMOR QUE É AMOR NÃO QUER VAIDADES
Raul nunes


Era a ânsia desenfreada
tão doce e tão pura
corpo com corpo se pegava
bem adentro  e já na noite escura
era mistério e aventura
os corpos resvalava entre si
cobertos de melaço de prazer
pulavam as gotículas a sorrir
como que cada um soubesse o que fazer
desnudados e ávidos de paixão
os lábios eram furnas acaloradas
encostados ao roupeiro assim do chão
as mãos sempre fortes e ousadas
tactuavam os corpos sem parar
os cabelos, os seios e o ventre
ela gemia a todo instante sem falar
seguindo os desejos da corrente
e então em impulso desmedido
de forma subtil e bem audaz
penetrou-a bem fundo sem gemido
cobrindo o seu corpo por detrás
foi clamor da aventura em frenesim
dos campos, do luar, das tempestades
como o gritar da alma não tem fim

amor que é amor não quer vaidades

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