E DE REPENTE
E DE REPENTE
Raul nunes
É o vigor do pecado
do calor efervescente
do teu corpo, do teu ventre
que por mim foi desnudado
ouço o cantar da sereia
de noite á luz da candeia
os teus seios hirtos em chama
anseiam minha boca profana
lambuzo aqui, acaricio ali
e neste desassossego me perdi
tactuo as tuas pernas levemente
tudo é macio e tão quente
e de repente
fica tudo muito ardente
é uma fogueira palpitante
com rigor e escaldante
que pragueja a todo instante
o ser, do ser do amante
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