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FIM DA MALDADE

Reze e ore seja qual for o seu deus, porque sempre que o fizer estará certamente ocupado e o seu pensamento livre de praticar maldades.RN

ONDE ESTAVAS EM ABRIL DE 1974

Parece grotesco, ou talvez não, mas a realidade está bem presente na minha mente, era jovem, a caminho dos 14 anos, estudante na Escola Industrial e Comercial da minha cidade. Como jovem, tinha bem patente na minha memória, as masmorras a que os meus familiares e amigos, pessoas mais velhas, haviam sido sujeitos, sofrendo na carne e no espirito a ousadia dos arruaceiros políticos que o regime de então, através da PIDE os havia submetido. Apoiava-os na clandestinidade, em tudo o que me solicitavam, e apreendi com eles a ser revolucionário contra o regime salazarista, que proliferava em todos os sectores da sociedade. Desde muito novo, tive sempre ideias próprias, e quanto a fecharem-me a boca, era coisa que nunca me passava pela cabeça, pois o meu julgamento era o respeito das ideias de cada um, mesmo que contrárias ás minhas. Tempos difíceis é certo, mas que com alma, esforço e dedicação, nos tornou um Povo de cariz democrático e que a liberdade de expressão se impôs á claustrofobi...

FELIZ DAQUELE QUE ACREDITA

A coragem ultrapassa o medo e angustia, sempre que o homem enfrenta a realidade da vida. Felizes daqueles que acreditam em si próprios, sem contudo menosprezar os outros, nem submete-los á interpretação dos seus irrisórios feitos. Aqueles que agem com atitudes e factos demonstrando que não é só com retórica que se deve agir.

DOCE MADRUGADA

Ó doce madrugada de Abril, tu que trouxeste a liberdade e a rebeldia de gente nobre e valente, que estava farta do massacre e das atrocidades constantes do fascismo, que amordaçava o Povo e o submetia a seu belo prazer ás agruras da ditadura. Ditadura de direita cujo lema é tomar atitudes sempre contra o Povo, e nunca a favor dele, convêm-lhes, que o Povo se encontre débil e incapaz de resistir aos atropelos com que diariamente é confrontado. As medidas drásticas, aplicadas selvaticamente no intuito de meter o Povo na miséria, roubando-lhes tudo inclusive a dignidade de serem gente, gente de bem e de justiça. Tenho saudade de ti, bela madrugada, nunca mais te esquecerei, como muita gente te parece ter esquecido, mantenho-te presente no meu pensamento, sempre na ansiedade de te ver voltar, não importa o mês, mas o momento requer o teu regresso, rápido e enérgico, para pormos termos a estes facínoras que nos dilaceram a alma. A democracia a que tu destes origem, madrugada, essa está a es...

VALORAÇÃO DO CARACTER

VALORAÇÃO DO CARÁCTER Raul Nunes Desprezo as palavras Ditas com cinismo Proferidas sem sentido Desvirtuando o seu significado Carregadas de desacreditação Odeio a mentira e a injustiça Valorizo a mente Creditada de mérito e de frontalidade Acredito no positivismo da alma Creio no sentimento desmedido e profundo Sinto o amor das coisas naturais Apoio o esforço dos menos sábios Condeno veemente o exibicionismo Proclamo a fé nos homens de bem e do saber Sem subterfúgios de qualquer espécie A qualidade do homem aprecia-se no seu carácter

NOITE FRIA

NOITE FRIA Por Raul NUnes Fugi pelo frio já de madrugada Com espírito vazio, na grande enxurrada Tão frio, tão frio, quase enregelado O tempo sombrio da noite acordado Vem o pensamento, sempre muito frio Com sofrimento, mas com muito brio Ó noite tão dura, de inverno que és Que de tão escura, me esfria os pés A roupa fraquinha, mesmo ao de leve Que és tão fininha, para tapar a neve Branca como a cal, cai do céu cinzento Mas que não faz mal, porque não há vento Neve tão branquinha, que encobre o chão Mas que coisa linda, pra minha visão Os campos são brancos, tapados que estão Longe vão os prantos, bons tempos virão Insisto em andar, mais devagarinho A neve do ar, ela vai caindo O luar de Agosto, que tanto faz falta Dará outro gosto, para alegrar a malta Dias vêm maiores, noites mais pequenas Não serão piores, serão mais amenas O calor regressa, com toda a certeza Hábito que tropeça, na mão natureza O calor e frio, ambos são precisos Qualquer um tem brio, e bem de...

PENSAMENTOS

- Desilude-te com os passageiros do vento, pois esses viajarão de acordo com ele, logo nunca terão uma só ideia, mas muitas de acordo com a ventania. O homem verdadeiro, mesmo remando contra a maré, deve impor a sua vontade, salvaguardando sempre o bem social. RN . - Relatar factos referentes a outros é fácil, difícil é vivê-los como eles os viveram e que na altura possivelmente não tinha opção de escolha. Quem está no convento sabe o que lá vai dentro. RN . - O caminho da liberdade encontra-se em ti próprio, com a prática das tuas acções. Se agires de boa fé e com justiça para com todos, tornar-te-ás uma pessoas livre e sem preconceitos. RN . - Os pensamentos positivos devem ser sempre aceitáveis, mesmo que no meio de uma multidão de pessimistas, pois esses serão as verdadeiras bestas. A critica deve ser sempre construtiva e apoiada e nunca negativa e pestilenta. RN . - Todo o ser humano carece de estrutura lógica, comparativamente á matemática, pois os erros devem ser rectificados co...

A LINDA ROSA ENCARNADA

Ó linda rosa encarnada,  És de longa a mais bonita No meio dessa latada Olha que bem, que ela  fica As pétalas ficaram soltas Alguem as há-de juntar Eles dão voltas e voltas Mas ninguem a sabe amar Falta-te aquela alma De arrogante e altivez Já chega de tanta calma Acabem com a mesquinhez O jardim que está mortiço Sem sua rosa encarnada Há para aí um reboliço Que ninguem entende nada Ò rosa que linda rosa Ó rosa do bem fazer Se tu voltares a ser rosa Não vamos mais padecer Gritam as papoilas alto Do cheiro do laranjal Anda sempre em sobressalto O Povo e tudo em geral Mas a rosa do querer Continuará para sempre Eu ainda te hei-de ver  Mais vistosa e mais ardente Irradia a bonança  E a alegria do teu povo Mostra a tua pujança Fazendo algo de novo Necessária e criativa A rosa precisa ser Enérgica a mais altiva Pois tem que rejuvenescer. Restauro que requer alma Perseverança e desdém Para quem com toda a calma Troca euro por vintém Vendem-se a toda a...

Ó CHUVA MIUDINHA

Ó CHUVA MIUDINHA Ó chuva miudinha que te criva o rosto Pranto na face adormecida pela tormenta Ombreia a água com fogo posto Que á noite escurece e se lamenta O luar todo enjeitado Que espairece entre as nuvens carregadas O rosto que de humido é secado E ferido de tantas latagadas Já seco e sorridente Brota dos lábios vermelhos um sorriso Sentindo ainda este dormente Descansa na almofada que é preciso Repousa na noite adormecendo O corpo que se encontrava fatigado Quando a alvorada se for conhecendo Se encontre de novo preparado Mais um dia de vida se aproxima Com a leveza do descanso afortunado Tarefa ardua que se avizinha Que com a noite será aconchegado O repouso do heroi sem precedentes Que do trabalho faz sua mestria A força que faz ao cerrar os dentes Abominando teimosamente a cobardia.

CARREGA BURRO

CARREGA BURRO O Burro puxa á carroça Lamentava o sucedido Tanta carga e tão grossa Estou sempre a ser f---do A carga é muito pesada Diz burro com razão Já não carrego mais nada Outros a carregarão Do sonho ao pesadelo De fadinhas de encantar È só mais um atropelo De quem está a governar Sempre com ar de bonzinho Que de bondade nada tem Ele diz dá que docinho A quem lhe der um vintém Dinheiro que escasseia Nos bolsos de toda a gente Um governo que norteia Fala verdade não mente Mentira tem perna curta Diz o Povo e com razão Diz não a gente que furta Mostra a tua opinião Haja Paz e muita alma Há que trocar o presente Precisamos muita calma E voltar ao antigamente Errar é ser humanista Mas dentro do bem fazer Deixa de ser egoísta E tenta reconhecer Reconhecer que se errou´ É ter sentido e valor Dos actos que praticou Não lhes causa desprimor Sugiro grito bem alto Nem meio desta lamagem E para damos o salto Temos que ter coragem

A CONVIVÊNCIA E ESCÂNDALO

A CONVIVÊNCIA E  ESCÂNDALO Numa sociedade enquanto houver os lamentos das pessoas consideradas ricas, é porque realmente essa sociedade é inútil, controversa e obsoleta precisando urgentemente de ser configurada, formatada. Os desabafos supremos, proferidos com ousadia, fazem a qualidade das pessoas que negligenciando os outros, que se vêem de aflitos para arranjar dinheiro, para um simples papo-seco, é vergonhoso. È lamentável, que uma sociedade como a nossa, comporte pessoas desta ingratidão, desta falta de ética, deste desrespeito pelo homem comum, que sem querer se viu subjugado nas masmorras apertadas que lhe sugam a alma e o determinismo. Não me venham dizer que as necessidades de cada um são diferentes, pois todo o homem nasce igual, todos têm as suas necessidades, todos carecem de uma vida melhor. O Povo Português não merece ser assim tratado, com indiferença, com desdém, pois já as tomadas de posição contra si, são grandes e insustentáveis, a carga é demasiado pesada. O cl...

REGRESSO

Amar em tempo de guerra Onde há pouca esperança O machado que se enterra Para haver nova mudança Já acesa está a chama Dentro de cada pessoa Toda a gente reclama Porque quer ter vida boa Isso não é pedir nada Para quem tudo merece Tem a sorte malfadada Que a todos já aborrece Ó tempo de antigamente Faz emergir um ventinho Pois o Povo todo sente A falta do teu carinho Diz Povo sem senão Não voltarei a pecar Diz que vai pedir perdão E que te vai respeitar Juras, mentiras e falas No adormecer de um sonho Deram o corpo ás balas Isto tornou-se medonho O dia torna-se triste Sem qualquer inspiração Com o pensamento em riste E sempre em oração Pedindo o teu regresso Mesmo sabendo- te errado Agora sou eu que peço Porque estes são passado Passado são desde o tempo Da tua substituição Pois só têm é lamento E sem qualquer solução

NÃO A TROQUES NEM POR NADA

NÃO A TROQUES NEM POR NADA O vento sopra de leve Na tua face enjeitada Levemente, muito leve Não a troques nem por nada Serena de neve pura Lembrando rosa encarnada Com tanto de formosura Não a troques nem por nada Adoro o teu olhar E a tua face rosada A tua face corar Não a troques nem por nada Linda como o pôr do sol Com tua mente doirada Faz lembrar um rouxinol Não a troques nem por nada O azul do teu olhar Que pareces tão amada Não vale a pena chorar Não a troques nem por nada Teus lábios cor de romã De tão bem delineada O teu rosto de maçã Não a troques nem por nada

PENSAMENTO

Pensamento atroz e vaidade impura Pensa como vento pobre criatura Desdenha e aprega, com saudades vãs Negros são os dias ao cair da noite Claros se tornam para gente afoite A noite que é, muito mal dormida Acorda bem cedo ao raiar do dia Força da preguiça do corpo ensonado Lembra e relembra o sonho sonhado O sol virá e com ele o dia E vai pensamento para a sua vida Vida de labuta e de mui cansaço Que á noite atenua com o teu abraço Abraço bem forte cheio de ternura Pra esquecer o dia de tanta amargura Cedo se enrosca nos lençóis de linho Esperando os teus braços com tanto carinho Ó vida tão boa sempre que assim fora Maldita tu sejas ao romper da aurora Mais uma labuta  tem que se enfrentar Erguido e mexendo sempre a trabalhar Trabalhar o dia com o sol crescente Até que ele se deite lá no seu poente Dias tão iguais, sem tirar nem pôr Chega sempre a noite pra nós meu amor.

PENSADOR POETA

A pena pesada, enchia-lhe a mão Com tinta bem preta, lembrando carvão Com o seu excesso o mata borrão Limpava a folha branca com exactidão. Limpava-lhe a tinta, não o sentimento Despertando-o  a cada momento Descrevendo o acto com contentamento Redigindo a causa com o pensamento Pensamento cheio do seu ser crescente Lembrando a água em cada nascente Mas o sol que nasce lá no oriente Escreve mais versos pra calar a mente Mente tão cheia de amor e paixão Faz lembrar a larva de um vulcão Transmite essa enchente ao seu coração Apercebendo-se da pura ilusão Ilusão brejeira com sentido forte O acto acontece sempre mais a norte E com desespero contraria a morte Grato pela vida que lhe calhou em sorte Vida de artista, vivendo o seu dia Como o prior na sua sacristia Celebrando prós crentes a sua homilia Artista, pensador poeta que ele tanto queria.

A NOITE

 A NOITE por raul nunes A voz que entoa no eco da noite lágrima teimosa que desce na face  que tudo escurece   concórdia,discórdia da noite vazia com rumor recente, coração ardente esta noite fria tão escura e vazia a sombra da noite, de tão verdadeira lembra o inverno sem uma fogueira a noite tão fria,  tão escura e vazia chega a madrugada ao romper da aurora levanta da cama que já esta na hora a noite sombria que já é passado é só mais dia para estar acordado. a noite que já foi perdida voltou a ser noite tão fria e vazia.

A REALIDADE, O SONHO E A HIPROCRISIA

A REALIDADE, O SONHO E A HIPOCRISIA   Através do sonho e da fantasia é possível o reencontro do homem com a atmosfera mítica das imagens arcaicas, herança comportamental que por sua vez entrelaça com a humanidade como um todo. Surge assim o homem como um herói e a estrutura da sua consciência, como se fosse na realidade o desenvolvimento do seu ego, tomando-se como o homem eficaz, autoritário, vangloriando-se por factos fúteis, sem qualquer conteúdo, fazendo querer a si próprio que encarna o verdadeiro homem, da ciência e da cultura. Altivez constante, irresponsabilidade permanente, tentativa frustrada de submeter os outros aos seus devaneios e caprichos desnorteados de qualquer simbologia cientifica. È a utopia constante do seu ser, enquanto ser, deslumbramento altruista, retratando-se de factos irrisórios, sem qualidade e de eficácia zero, puramente inadaptáveis aos problemas dos outros concidadãos, que lhe deram significado, no dia em que foram chamados, para intervir por ele, ...
HOJE ROUBAR NÃO É VERGONHA Antigamente era ditatorial e na doutrina ensinada pelos bons pais de família, que roubar, era vergonhoso e sujava-lhes a barba branca e isso era deprimente e se isso acontecesse era o fim do mundo. Mesmo não sabendo fazer a diferença entre furtar e roubar, apregoavam alto e bom som, para todos os filhos, que roubar era pecado mortal, e alem de mais era vergonhoso, algum filho roubar, pois ponha em causa a honradez e honestidade da família e isso era um cabo dos trabalhos. Hoje com tristeza minha, essa vergonha já não existe, perderam-se os valores, a dignidade, a honradez, os princípios que norteavam os seres humanos. Estamos rodeados de ladrões e mentirosos, que roubam á descarada, o pão que pretendias comer ao qual deixas-te de ter acesso. Pois bem, antes de mais, vou fazer a destrinça entre o que é roubar, e o que é furtar, para podermos apelidar essa gentalha, que simplesmente nos subtrai o que é nosso por direito próprio. Assim roubar, segundo diz a lei,...

A MINHA GENTE

È a voz que se levanta Do meu Povo revoltado Pois já não há qualquer anta Do que foi o seu passado Marcos, medidas e pesos Alguns deles bem pesados Estamos é todos “tesos” E sempre encurralados Á anta dá-se valor Que representa o passado Acorda povo com dor Do barco desgovernado Na mentira e na ofensa Que projecto populista Burro de meia mantensa Este governo papista Não aceites a miséria Com dotes de ilusão A vida é coisa séria Querem-te tirar o pão Ó povo adormecido É a hora da alvorada Pois com este compradrio Arranjam-te nova albarda Esta já está bem pesada Para tu a carregares A tua voz apagada De tanto acreditares Na mentira são peritos Na ousadia e tristeza Tornando-te de aflitos Com subtil leveza O Sol está a despontar Na manhã pela aurora Se não pensas acordar É o teu coração que chora Gente com mente bem pura Que deve ter bem presente Haverá de ter bravura Para parar esta gente

A FORÇA DA VERDADE

A FORÇA DA VERDADE E vós que falais verdade No caminho da mentira, falem alto Sigam os caminhos da liberdade e da sabedoria Nunca arrepieis  caminho, nem viela, por mais escondida que pareça Sigam a voz da rectidão e da honestidade Ombreiem com quem vos fizer frente e vos queira mentir A rota do bem e da justiça é esplendor da vossa chegada Não se dobrem á força do vento, mas partam se a isso vos obrigarem Cultivem-se com os sábios e de a história porque esses falam verdade Sejam audazes nas tomadas de posição Há que ser fortes no combate, dos fracos não reza a antiguidade.

MAIS UM ENXERTO - DO DEBOCHE DE RICARDINA

Zé Pinto nem queria acreditar, no que lhe estava a acontecer, seria impressão sua ou Dulcineide queria fazer sexo ali mesmo. E então como quem não quer a coisa respondeu: -Não menina, mas sabe que sou um homem casado, vou ser pai em breve e ainda por cima o seu pai depositou em mim toda a confiança e eu não queria trai-lo. Dulcineide sentou-se novamente, sem se preocupar em esconder o que quer que fosse e com desdém atirou: -Você não acha que essas razões não têm nada a ver com a gente, olhe para mim, não vê que estou deveras excitada e que você me põe nesse estado todos os dias e a todas as horas, olhe a minha patareca, como ela está realmente molhada. - e passando as mãos por cima das suas cuecas, dando a entender a sua excitação. Zé pinto mudou de cor, estava amarelecido, lutava contra o seu querer, e este era possuir aquela mulher, ali mesmo em cima do sofá, das várias formas e feitios que ela quisesse, era quase uma luta inglória que travava consigo mesmo e ainda mais contra o seu...

ACORDA POVO

ACORDA POVO Formosa vai para a rua A coelhinha com ruptura Não é  minha, não é tua É coisa de conjuntura Longe ficaram os tempos De bem fazer e do ter Seriam só passatempos Do nosso tão bem querer Partem tão tristes os galgos De tão pouco inspiração Fazem dos povo papalvos De tamanha repressão Aos mais pobres eles ferem Com espada, freio e bravura  Fazendo sempre o que querem Só mesmo na escravatura Acorda Povo sonâmbulo Que estás mesmo a ser roubado Verifica este escândalo E volta para o passado.

MAIS UM ENXERTO

-Boa noite. Zé Pinto, levantou a cabeça da secretária e olhou em frente, era Dulcineide, vestia uma camiseta branca desabotoada até ao terceiro botão, que deixava visualizar o soutien de cor creme, cujos seios se prontificavam a sair, usava mini saia de ganga e botas até ao joelho de cor azul do mar. Sentiu-se realmente petrificado, seria imaginação sua ou pura realidade e como que a justificar o seu pensamento, respondeu: -Boa noite menina, então o que a trás por cá? Deseja alguma coisa?. Seu pai já foi embora há bastante tempo. -Nada não, Senhor José, passei por aqui e lembrei-me de entrar, pois meu pai já deve estar a dormir. E em acto continuo, sentou-se no maple á frente do Zé Pinto, cruzando as pernas e nesse acto mostrou as cuecas de um branco rendilhado, minúsculas, que deixava de antever o que cobriam elas. Zé Pinto não ficou alheio àquele gesto, nem tão pouco àquele corpo de tese morena, cuja a praia havia dado tal cor, era um pedaço de mulher, mas não podia arriscar, por vár...

Ó GENTE DA MINHA TERRA

Ó gente da minha terra,  gente séria, honesta e justa, erguessam-se do fundo das trevas, onde esta gente imunda nos subjugou e nos continuará a subjugar sem qualquer dó nem piedade. Levantem a voz e gritem bem alto, chega de tanto atropelo, de tanta dor e injustiça, façam sentir que não há resignação de quem sofre continuamente neste Povo que outrora se chamou Portugal e que no presente tem a designação de Troikal e seus seguidores, que nos ultraja e nos submete ao inferno e á miséria. Digam basta, estamos fartos de ser espoliados e “roubados”, de tão pequenos que nos julgam, passaremos a mísera condição de pobretanas que além dos trocos nos levarão a dignidade de sermos humanos. Somos a passividade germinada nos nossos antepassados, mas também o sangue que nos corre nas veias é vermelho linfático e cheio de turbulência pronto a estoirar em qualquer momento porque a dignidade é coisa séria para os Portugueses que ainda se consideram. Sou Português de Portugal, adoro o granito e a s...

O DEBOCHE DE RICARDINA

Quente como o sol em pleno solstício para deleitar as vistas largas de quem a via, as suas curvas, o seu corpo bem bronzeado, com o mamilos a saírem do seu soutien minúsculo de cor de jasmim, que toldava a vista até a um padre rezador da homilia em todos os locais sagrados , fio dental enfiado na gaveta,  cujas calças de licra deixavam transparecer essa proeza que as mulheres modernas têm por hábito, o que só lhe dá realço e sensualidade, tornando o seu bumbum desejável  até ao tio Manel do azeite, homem de sabedoria e actividade, mas que os seus oitenta anos de uso e de boa vivência o tornaram desgastado, pelo tempo de utilidade, mas que nessas coisas da Ricardina afirmava que ainda voltaria aos bons velhos tempos, segundo ele era como uma  delicia recheada de chocolate bem quentinho. As suas pernas eram  bem torneadas  a adivinharem uma longa longevidade e criando expectativas de um bom desempenho sexual. A sua boca com lábios carnudos,  apetitosos ...

A DECADÊNCIA

O ser humano tem os seus afazeres, sejam de que natureza for, mas quando lhe são exigidas responsabilidades seja sobre que assunto for, são chutadas para canto, com objectividade desculpante e sem preconceitos para com o seu semelhante e sempre com a imputação ao outro e nunca a ele próprio das responsabilidades que a eles próprios lhe cabiam e é aí que está o cerne das questões de uma sociedade podre e inadmissível no século XXI. O pensamento responsável só calha ao outro e nunca a nós, pois que se a coisa corre bem, todos gostam de aparecer, para se vangoliarem da situação, quando acontece o inverso a culpa vai descendo de nível e pode atingir o próprio jardineiro, que teve o azar de não ter retirado uma folha seca que caiu da árvore na época de Inverno. O ser humano é incapaz de assumir seja o que seja, só estará pronto, quando isso lhe dá jeito e auto estima, porque em caso de negativismo da coisa, fogem todos a sete pés e o coitado que não teve culpa rigorosamente nenhuma terá que...

OS IMPOSTOS

Hoje tanto se fala de impostos, mas afinal o que são os impostos de que tanto se fala? Como surgem ? Quem usufrui deles? E para que servem? Tradicionalmente Imposto define-se como sendo uma PRESTAÇÃO COACTIVA, DEFINITIVA, UNILATERAL, ESTABELECIDA POR LEI, A FAVOR DE UMA ENTIDADE INCUMBIDA DA PROSSECUÇÃO DE UMA FUNÇÃO PUBLICA, PARA A REALIZAÇÃO DE FINS PUBLICOS, SEM CARACTER DE SANÇÃO . Ora assim sendo e como a própria definição nos documenta é pois uma prestão , uma obrigação de entrega de dinheiro, e além de mais impessoal ou seja, a prestação não tem carácter pessoal, visto que a prestação recai sobre aquilo que se presta e não sobre quem na presta. Poderá haver algumas excepções para uma avaliação substancial no pagamento da referida prestação, como sendo por exemplo aqueles contribuintes portadores de anomalia fisica e psiquica, que obviamente verão os seus impostos serem substancialmente reduzidos. Todavia o imposto tem permanentemente caracter impessoal, ou seja, uma vez determin...

O FIASCO

O FIASCO Diz o Povo sem senão que o melhor remédio para os seus problemas se encontra no divino e no espírito santo, no credo, na eucaristia e no rezar diariamente com a fé para que deus todo poderoso lhe encontre solução . Eu, como sou católico apostólico romano, embora não praticante orei de todas as maneiras e feitios para que o Povo Português não fosse entregue á bicharada, deus não me ouviu, além de praticar religiosamente todos os rituais ele mesmo assim não me quis ouvir. Será sina minha e do meu deficit de assiduidade  nas igrejas e nas casas de deus a causa de ele  não me ter prestado atenção, além de eu lhe ter pedido e repedido encarecidamente, mesmo assim ele fez ouvidos de mercador e entregou o meu País a estes desalmados que já venderam a sua alma ao demónio e preparam-se para vender a de todos os Portugueses que ainda se consideram. Mas Deus, desde a sua existência, terá dito que deixava dois caminhos, um que era o certo, outro que era o errado e que os seres hu...

ACÇÃO E REALIDADE

Mais um ano que passou e ninguém se entende nesta praga pegada, um desdiz o outro, cujo o primeiro creditou a sua palavra. Palavra oca, sem conteúdo, desacreditada de sentido  e de valor, já dizia o meu Povo “Palavras leva-as o vento”. Precisa-se de atitude, de trabalho e dedicação, não de controvérsia, de palavras sem nexo de casualidade. Precisa-se de coragem, de ir á luta, de dizer não quando se deve dize-lo. È o passar dos tempos e das vontades, vontades essas que servem para desacreditar o que está feito, desfazer tudo, para refazer de novo, mas esse refazer é um desfazer de tudo e não fazer coisíssima nenhuma, é isto que eles sabem fazer, nada, nadinha de todo, ou seja, zero. A casualidade existe, mas é diferente da realidade, a casualidade obedece a factos causais e que advém do dia a dia, enquanto a realidade é bem outra coisa, é o facto real e que precisa de ser tratado com a devida antecedência para não causar sacrifícios demasiado duros para com as pessoas e se fôr vista...

A FOME DA VACA MALHADA

É deveras difícil sustentar aquela vaca, malhada de preto e branco, com umas tetas que pareciam balões usados na Disney, que arrebanhava tudo á sua volta, tudo o que lhe desse proveito ela comia, mesmo depois de farta continuava a comer desalmadamente. Era a vaca mais gorda que conheci até hoje, mas mesmo assim continua comendo deixando os coitados á mísera levando-os ao desespero de tanto serem roubados pela malhada, nem é preta nem é branca é um misto de cores agraciada á realidade da vida. Pois seja a vaca, comilona desesperada por comida, mas alguém tem que por termo áquela vaca gorda e mentirosa que só por comida é capaz de arranjar mil e uma desculpa para adquirir o que afinal faz falta a tanta gente que necessita dessa comida para levar de bom termo a vida já por si tão difícil. Mas a vaca gorda e malhada não pára, antes porém continua a comer de tudo e por todo o lado por onde passa, é nos acréscimos, é nos dia a dia, é nos anuais, é em todo o lado que lhe dá jeito, deixando os...

O VALOR DA VIDA

Planta o teu jardim e decora tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. Ao assim procederes apreendes a contornar todos os obstáculos que te vão surgindo no dia a dia tornando-te forte e ires mais longe na tua vivência. A vida tem muito valor, mas tu ainda tens mais valor do que ela!

O AMOR

Sentir o amor é a libertação da sensibilidade e da consciência, nunca viram ninguém insensível, cultivar o amor e muito menos a admiração,pois estes continuarão escondidos e nunca revelados Sentir que se ama é a libertação da sensibilidade e da consciência, nunca viram ninguém insensível, cultivar o amor e muito menos a admiração,pois estes continuarão escondidos e nunca revelados. O amor é como um inquérito, que depois de desmitificado, se apurará a verdade, que se manifestará, com as provas da sua existência A alma sustenta tudo, desde que repleta de amor, pois se assim não fôr ela se encherá de angustia e de medo, tornando-se violável a todas as tentativas de penetração. O amor ao declarar-se, vai ficando cada vez mais intenso, dar-lhe guarida é acreditar nele, pois só acreditando se adquire a sua manifestação e a sua reciprocidade.